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Futebol

Vini Jr, Richarlison e tantos outros: casos em que jogadores brasileiros foram alvos de racismo no futebol

Seleção Brasileira vestindo uniforme azul e posando atrás de placa de campanha contra o racismo no futebol

Saiba mais sobre os casos de discriminação racial com os atletas de futebol do Brasil

O jogador brasileiro sempre foi conhecido por ter um talento acima da média. Mas há tempo que os nossos atletas estão entrando para o noticiário internacional por um motivo que entristece: muitos deles já foram vítimas de racismo no futebol.

O racismo no futebol não é uma novidade. Os episódios se acumulam ao longo dos anos e, infelizmente, não perdem força. Pelo contrário. Segundo as estatísticas, eles estão aumentando.

Continue lendo este artigo do Jogo Hoje e lembre casos de racismo no futebol.

Racismo no futebol em 2022

O caso mais recente de racismo no futebol foi o do atacante Vinicius Junior, do Real Madrid. Durante um jogo contra o rival Atlético de Madri, a torcida adversária cantou uma música em que chamava o jogador brasileiro de “mono” (macaco, em Português).

O episódio teve forte repercussão não apenas na Espanha, mas no mundo inteiro. Após o ocorrido, Vinicius Junior se pronunciou nas redes sociais. Disse que não ia parar de dançar quando for comemorar um gol. E afirmou que é vítima de racismo desde o início da carreira.

LaLiga irá denunciar cânticos racistas da torcida do Atlético de Madrid Foto: Divulgação

“Dizem que a felicidade incomoda. A felicidade de um preto, brasileiro, vencedor na Europa, incomoda muito mais. O roteiro sempre termina com um pedido de desculpas ou dizendo que foi mal interpretado. Mas repito para você, racista, eu não vou parar de bailar”, postou no Instagram.

Não foi só Vini Júnior: veja os craques brasileiros que foram vítimas de racismo da Europa

Principal jogador brasileiro na atualidade, Neymar já foi vítima de racismo pelo menos 2 vezes. Em 2012, ele foi chamado de “macaco” durante um amistoso da Seleção Brasileira com a Escócia. Em 2020, ele disse ter sido chamado de “macaco filho da p…” durante uma partida entre PSG e Olympique de Marselha pelo Campeonato Francês.

Em 2014, a vítima foi Daniel Alves. Na época, o lateral direito jogava pelo Barcelona. Uma banana foi atirada dentro de campo em direção ao brasileiro. Daniel Alves pegou a banana e a comeu, no meio do jogo.

Brasil x Tunísia no Parc des Princes em Paris. Banana

O ex-lateral esquerdo Roberto Carlos viveu situação parecida. Em 2011, quando ele jogava no Anzhi, da Rússia, torcedores atiraram uma banana em sua direção. Roberto Carlos abandonou o campo, mesmo antes de a partida terminar.

Estrela do Atlético-MG, o atacante Hulk já foi vítima de injúria racial mais de 1 vez quando atuava no futebol russo. Ele costumava mandar beijos em direção aos torcedores no local onde dava para ouvir as agressões verbais.

Racismo lidera triste ranking de casos de discriminação no futebol brasileiro

O ano de 2022 ainda não terminou, mas já será lembrado por uma triste constatação: os casos de racismo no futebol brasileiro aumentaram. E não foi pouco não. O Relatório Anual de Discriminação Racial apontou, em agosto, crescimento de 106% dos casos em relação a 2021.

Em todo o ano de 2021, foram 31 manifestações de intolerância no esporte. Só até agosto deste ano, o número de casos de racismo registrados pela CBF já era de 64. Importante lembrar que 2022 marcou o retorno do público aos estádios de todo o país.

A CBF tem vários tipos de casos de discrimição no futebol brasileiro. Mas o racismo ocupa o topo da lista. Ainda tendo como base agosto, foram 64 casos de racismo, 24 de LGBTfobia, 15 de machismo e 6 de xenofobia.

Racismo_torcida_Athletico-PR

Jogadores brasileiros são principais vítimas do racismo na América do Sul

Um levantamento feito pelo Observatório Racial do Futebol mostrou, no fim de maio, que os casos de racismo no futebol sul-americano bateram recorde este ano. Foram consideradas as manifestações ocorridas da Libertadores e na Sul-Americana.

Lembrando que o levantamento foi divulgado no fim de maio, 9 casos de injúria racial foram registrados até então, sendo 6 na Libertadores e 3 na Sul-Americana. Em 2019, foram registrados 6 casos de racismo.

O aumento registrado em 2022 já é suficiente para causar indignação. Mas os números ainda revelam uma triste constatação: todas as vítimas de racismo no futebol sul-americano eram jogadores brasileiros.

A Conmebol, entidade que organiza o futebol sul-americano, costuma se posicionar contrária aos casos de racismo e promete apurar os casos. Mas a verdade é que, na prática, pouco ou quase nada é feito. Assim, os casos vão se multiplicando ano a ano.

Na teoria, time pode até perder o jogo por causa de racismo

Em 2019, a Fifa anunciou um novo código disciplinar. Esse código prevê a possibilidade de uma equipe ser declarada derrotada se a sua torcida cantar músicas racistas. Mas essa regra não é simples de ser praticada.

Para chegar ao ponto de declarar o time perdedor, o árbitro teria que respeitar 3 passos. O 1º é pedir à torcida no sistema de som do estádio que pare com o comportamento. Caso a torcida não pare os cânticos racistas, o árbitro tem o poder de paralisar a partida e só reiniciar quando as manifestações acabarem.

Se mesmo assim for possível ouvir das arquibancadas músicas com cunho racista, aí o árbitro está respaldado pela Fifa para encerrar o jogo definitivamente. Mas na prática, a história é bem diferente.

A regra existe, mas não há registros de cumprimento. De uma maneira geral, a sensação que fica é que a Fifa criou um código para tentar dar uma resposta ao público. Mas esse caso específico do código não será cumprido. A sensação que fica é de impunidade.

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