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Sada Cruzeiro: Celebrando cultura vitoriosa, elenco mira mais conquistas na temporada

Raposa superou o Itambé Minas sem dificuldades no Recife O Sada Cruzeiro não tomou conhecimento do Itambé Minas e garantiu o título […]

Time do Sada Cruzeiro no pódio da Supercopa de Vôlei

Divulgação/CBV

Raposa superou o Itambé Minas sem dificuldades no Recife

Sada Cruzeiro não tomou conhecimento do Itambé Minas e garantiu o título da Supercopa de Vôlei. E depois de abrir a temporada 2022/23 com mais um título, a Raposa já espera que essa taça embale o time para mais um ano vitorioso. Ao menos é a expectativa do treinador Filipe Ferraz, do ponteiro Rodriguinho e do central Otávio.

Comemorando o pentacampeonato cruzeirense na Supercopa, o trio conversou com a reportagem depois do jogo. Eles analisaram a partida e falaram sobre as perspectivas para os atuais campeões do mundo na temporada 2022/23.

A cultura vitoriosa do Sada Cruzeiro

Um ponto em comum nas falas foi a cultura vencedora que o Sada Cruzeiro conseguiu construir ao longo das duas últimas temporadas. O treinador Filipe Ferraz, que assumiu o time há um ano, após 11 temporadas vestindo a camisa cruzeirense em quadra, enalteceu essa força do time. Ele também negou que o Sada seja “o time a ser batido”, como afirmaram alguns jogadores do Minas.

“A gente criou isso durante esses 10, 12 anos que eu estou no Sada Cruzeiro. A comissão técnica e os atletas criaram essa competitividade, de chegar a todas as finais, de querer vencer sempre. Quanto à ideologia, as coisas não mudam. Ser batido, não acho que é bem a palavra, mas eu acho que a gente pode estar em todas as finais”. Mas a filosofia vitoriosa não é tudo.

Cria do Minas, mas no 4º ano pelo Sada Cruzeiro, Otávio lembrou que o time não pode se levar pelas conquistas anteriores. “A temporada passada passou. Então, a gente sabe que é só com muito trabalho que a gente vai conseguir isso. A gente tem que pensar nisso: trabalho, foco. A equipe está acostumada a vencer, mas a gente tem que ir um passo de cada vez, ganhar entrosamento, ir encorpando”.

Mas se for para ir passo a passo, o 1º já foi com o pé direito. Para Rodriginho, a vitória na Supercopa coloca um padrão elevado para o clube na temporada. “A gente começou muito bem, mostramos um nível muito bom para um início de temporada e não podemos aceitar menos que isso. Já que a gente começou bem, seguir crescendo, porque os desafios vão ser bem difíceis e a gente tem que estar preparado”.

Rodriguinho e Otávio, do Sada Cruzeiro, na Supercopa de Vôlei
Divulgação/Sada Cruzeiro

Veja mais falas do treinador e dos jogadores do Sada Cruzeiro

Filipe Ferraz: Técnico há pouco tempo e já multicampeão

Análise do jogo: “Realmente muito feliz. Em nosso 1º trabalho, já surtindo efeito. Eu não esperava um jogo tão maravilhoso como o que a equipe fez. Até porque nós fizemos até três coletivos com a equipe completa, os jogadores que estavam no Mundial, nas suas Seleções. Mas o que os atletas fizeram foi muito emocionante. E ainda mais feliz por saber que Recife também tem uma paixão enorme pelo voleibol. Fizeram essa festa enorme, compareceu em peso. Está de parabéns toda a cidade. A gente fica encantado com isso e espero que possam trazer mais jogos para cá”.

O 1º ano vitorioso da carreira como treinador: “Muito feliz desde ter tido essa oportunidade de trabalhar como treinador. Ainda estava meio acanhado de querer continuar como atleta, mas eu sabia que era o momento, eu tinha que aproveitar a oportunidade. Acho que é fruto, também, de toda a minha dedicação, estudo. De quando eu estava ali, ainda atleta, estudando, me preparando para virar treinador. E hoje estou colhendo os frutos de todos esse trabalho, esse projeto que eu vim almejando. Agora vamos para a 2ª temporada, já começando com o pé direito”.

Diferenças do Filipe ponteiro para o Filipe treinador: “A diferença é gigantesca. A gente fora tenta ajustar o que o time está precisando. E como atleta, eu era responsável pela execução dos movimentos, do ataque. Eu cuidava de mim, mas hoje tenho que cuidar de todos que estão ali. Não deixar que o time baixe. é uma troca. é o que Filipe aprendeu enquanto atleta trazendo para o treinador para melhorar juntos e trazer o melhor para a equipe”.

Rodriguinho: Sada Cruzeiro cumprindo o planejado

Análise do jogo: “Essa partida é uma progressão muito boa para a gente. Querendo ou não, está no começo da temporada, mas já é uma decisão e a gente conseguiu começar ganhando, imprimindo um ritmo muito bom. A gente conhece bastante o time do Minas, então a gente sabia onde começar a forçar um pouco mais, que era a parte do saque, de equilibrar o nosso sideout, porque eles também sacam muito bem. Então, a partir do momento que isso começou a dar certo, a gente começou a abrir nos sets e dar um pouco e conforto para arriscar um pouco mais. Acho que o jogo passou por aí e a gente conseguiu fazer o jogo que foi planejado”.

Recepção da torcida no Recife: “Eu fiquei muito feliz. É a minha 1ª vez aqui (no Recife) e já cheguei com ginásio cheio, muita gente torcendo, muita mensagem, pessoal querendo tirar foto. Receber esse carinho da galera, mesmo sem eu nunca ter vindo, sem conhecer, estou sentindo o carinho de perto e estou muito feliz”.

Otávio: Time ainda em busca de ajustes

Análise do jogo: “Confesso que foi bem difícil. Quatro jogadores que estavam servindo as seleções chegaram na semana passada. Então falta bastante entrosamento, mas é uma equipe muito experiente, acostumada a jogar finais. Então a gente colocou isso em quadra, experiência, vontade, uma garra que essa equipe tem que é incrível e que a gente sempre está mostrando isso em finais”.

Equilíbrio no 3º set: “No 3º set, a gente cometeu vários erros em fundamentos que no 1º e no 2º set a gente fez muito bem. Errando bem pouco, isso bota muita pressão do outro lado. Eu acho que isso que fez a diferença. Foram erros e erros, mas a partir do meio do set, a gente corrigiu isso, conseguimos abrir mais o placar e isso facilitou a vitória”.

Público no Geraldão: “Torcida incrível. Já joguei várias vezes aqui no Nordeste e a torcida é bem calorosa, sempre gritando, incentivando. Eu acho incrível. É um calor que passa e a gente sente muito bem em quadra”.

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