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Quem é Rayssa Leal e até onde ela pode chegar: Conheça a fadinha do skate

Rayssa Leal no pódio em Tóquio, com medalha de prata

Saiba mais sobre a skatista brasileira de pouca idade e já muitas conquistas

No interior do Maranhão, uma garota de 7 anos viraliza após postar um vídeo andando de skate. Mais 7 anos depois, ela se sagra medalhista olímpica. Essa é uma versão bem curta da história de Rayssa Leal, a Fadinha, atualmente com 14 anos. Acumulando medalhas, a jovem skatista já é um dos maiores nomes do esporte brasileiro na atualidade – e promete ir para muito mais.

Rayssa Leal confessa que preferia não ser chamada de Fadinha | Altas Horas | Gshow

Rayssa Leal, a Fadinha

Jhulia Rayssa Mendes Leal nasceu em Imperatriz, 2ª maior cidade do Maranhão, a pouco mais de 600 km de São Luis, Palmas e Belém. Mas a vida dela mudou com apenas 6 anos de idade, quando seu pai, Haroldo, a presenteou com um skate.

Poderia ter sido só mais um presente, apenas um brinquedo acumulando poeira no quarto – não foi, para a felicidade do esporte brasileiro. Com aquele skate embaixo do braço, Rayssa Leal começou a treinar e gravar vídeos com as suas melhores manobras.

E foram nesses vídeos que Rayssa ficou conhecida no mundo do skate. Em 2015, aos 7 anos, um vídeo dela fantasiada de fada pulando uma escada de heelflip foi compartilhado por Tony Hawk, um dos maiores skatistas da história, com 10 ouros nos X Games.

“Não sei nada sobre isso, mas é incrível: uma fada fazendo um heelflip no Brasil por Rayssa Leal”, postou Tony Hawk em seu Twitter.

Ali, Rayssa Leal começava a ficar conhecida no mundo do skate e aquela fantasia de fada rendeu o apelido que ela carrega até hoje: Fadinha. Mas ela nunca se limitou a ser só mais alguém fazendo vídeos de skate. Rayssa queria mais e não demorou muito para conseguir.

A rápida ascensão de Rayssa Leal 

Naquele mesmo ano, Rayssa Leal conseguiria o título brasileiro na disputa infantil da modalidade skate street, feito que repetiria em novembro de 2016.

Aquele, seria um ano importante pensando em um futuro olímpico. Foi no ano dos jogos do Rio que o Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou a entrada do skate no programa a partir de Tóquio-2020. Rayssa tinha apenas 8 anos e nenhum currículo fora do infantil.

A idade, inclusive, impediu que a história de Rayssa Leal com as Olimpíadas começasse um pouco mais cedo. Ela chegou a ser confirmada no revezamento da tocha da Rio-2016, mas não pôde levar a chama porque o COB só permite isso a maiores de 12 anos.

Dividindo as pistas com grandes nomes do skate

Mas isso não abalou em nada a jornada da Fadinha até o estrelato. Em fevereiro de 2018, veio o 3º título brasileiro de Rayssa, subindo de categoria no infantil. E apenas 1 mês depois, ela já fazia sua estreia no Skate Total Urbe (STU) – o circuito profissional do Brasil.

Ali, ela já dividia as pistas com nomes como Pâmela Rosa, Letícia Bufoni e Gabi Mazetto, que seguem competindo diretamente com Rayssa nos torneios de alto nível internacional. Letícia já tinha sido campeã mundial, enquanto Pâmela tinha 2 ouros em X Games.

Rayssa já era amiga de algumas delas antes mesmo de chegar ao STU. Pâmela e Gabi, inclusive, só tinham 18 e 20 anos naquela disputa, mas já eram experientes perto de Rayssa. Mas essa disputa com nomes mais consolidados não intimidou a Fadinha.

Naquele 2018, vieram os primeiros grandes desempenhos no meio das adultas, vieram os primeiros pódios e veio a 1ª grande campanha da sua carreira. Rayssa terminou o ano no 2º lugar do ranking da STU, com 3.566 pontos, contra 3.900 da campeã Pâmela Rosa.

E com o sucesso em casa, nada mais natural que mostrar ao mundo sua habilidade. Logo em 2019, Rayssa fez sua estreia na Skate League Street (SLS), a principal liga do mundo nessa modalidade. E, mais uma vez, não se intimidou com a pressão.

Rayssa Leal and Leticia Bufoni: Forever stronger together 

Rayssa Leal para o Mundo

Em sua temporada de estreia na elite mundial do skate, Rayssa ficou com o bronze na etapa de Londres, com o ouro em Los Angeles e garantiu a vaga nas finais da SLS, no Rio. Nessa etapa decisiva, ela se sagrou vice-campeã do Mundial, atrás apenas de Pâmela Rosa.

A dobradinha Pâmela/Rayssa não ficou na STU 2018 e na SLS 2019. A maranhense também faturou o vice do STU Open do Rio (1 dos 8 classificatórios olímpicos), atrás da amiga. E ela ainda iria por mais em 2019.

Naquele ano, ela venceu a temporada do STU com larga vantagem sobre Virgínia Fortes Águas (29.600 x 22.360). E ela ainda fez sua estreia nos X Games, garantindo uma 4ª colocação na disputa máxima dos esportes radicais.

Ao todo, Rayssa foi ao pódio em 6 dos 8 eventos classificatórios e fechou o ranking olímpico em 2ª – novamente atrás de Pâmela. Assim, a tão sonhada vaga para Tóquio-2020 veio ainda em 2019 com apenas 11 anos de idade.

E o ano de 2020 prometia ser de grandes voos para a Fadinha, mas a pandemia interrompeu as competições e adiou os Jogos Olímpicos. Assim, a estrela de Rayssa voltaria a brilhar em 2021 – e mais forte que nunca.

A Olimpíada

Com 13 anos recém-completos, Rayssa ficou com a prata no Dew Tour de Des Moines e com o bronze no Mundial de Roma. Esses foram os 2 últimos eventos da classificatória olímpica. Mas para ela, já eram eventos preparatórios para brilhar em Tóquio.

Em uma disputa que segurou o Brasil pela madrugada em frente à TV, Rayssa Leal ficou com a medalha de prata na Olimpíada de Tóquio – a 1ª disputa olímpica da história da categoria.

Não bastasse ser a atleta olímpica mais jovem da história do Time Brasil, ela ainda se tornou medalhista mais jovem em 85 anos, subindo ao pódio aos 13 anos e 203 dias. Ela é a 7ª atleta mais jovem a conseguir esse feito na história.

E, além dos feitos esportivos, Rayssa também ganhou o coração dos brasileiros com seu carisma. Nas redes sociais e nas transmissões dos eventos, a relação dela com outros grandes nomes do skate que ajudaram em seu percurso ficou bem evidente.

O ídolo máximo do skate, Tony Hawk deixou de ser o skatista que tinha postado um vídeo de Rayssa 7 anos atrás para ser o íntimo tio Tony. Pamela e Letícia, outras brasileiras na disputa, viraram torcedoras de Rayssa e viram Rayssa torcer por elas. 

Tokyo Olympics: 13-Year-Old Stars Win Women's Skateboarding | Time

Depois de Tóquio

Mas quem chega a esse estrelato logo aos 13 anos tem muito mais para mostrar para o mundo. E não poderia ser diferente com Rayssa Leal. A Fadinha aproveitou o embalo e dominou o mundo do skate nos meses seguintes à conquista olímpica.

A prata olímpica veio em 26 de junho. Mas em 28 de agosto, ela já voltava ao topo, com o título da 1ª etapa da SLS, nos EUA. E, em 30 de novembro, ela venceu a 2ª etapa, também nos EUA. Assim, Rayssa se tornou a 1ª skatista a vencer duas etapas seguidas da SLS.

Então, ela chegou como uma das favoritas para a disputa das finais, mas, mais uma vez, Rayssa ficou com o vice-campeonato na decisão, perdendo o título para Pâmela Rosa. Na disputa nacional, mais um título para Rayssa Leal em 2021.

E a temporada 2022 também começou forte para a Fadinha, que já largou vencendo a sua 4ª etapa de SLS na carreira. Assim, ela se tornou a 1ª skatista com 4 conquistas de SLS na história. Diga-se de passagem, 2 delas ganhas na última manobra.

Além disso, ela ainda garantiu o maior título da sua carreira até então. Novamente no Japão, a brasileira se sagrou campeã dos X Games.

Até onde vai Rayssa Leal?

Do Maranhão para o Mundo, a Fadinha já soma vários pódios e segue na elite do skate street. Com novas conquistas, ela vai se reafirmando como uma skatista capaz de inovar, sempre buscando manobras mais inovadoras – e muitas vezes inéditas.

Exemplo fica para a etapa da SLS de Jacksonville, a abertura da temporada 2022. Rayssa se tornou a 1ª atleta a encaixar um flip smith de back na história da disputa feminina da SLS. E tudo isso aos 14 anos.

Logo, é impossível prever até onde Rayssa Leal pode chegar. Em um esporte com alguma longevidade, a Fadinha ainda pode ter mais tempo de disputas na elite do skate street que o tempo que ela já teve de vida até hoje.

Um exemplo claro também está nos Jogos de Tóquio. O 4º lugar na Olimpíada ficou para a estadunidense Alexis Sablone, de 35 anos. Até que Rayssa Leal tenha essa idade, já teremos tido 5 Olimpíadas e estaremos a apenas 1 ano dos Jogos de 2044.

Bons nomes surgem a cada ano no mundo do skate, mas a Fadinha já conseguiu se firmar no hall das grandes, entre aquelas atletas que atraem os olhares não importa em qual disputa esteja. E Rayssa vem mostrando gás para quebrar paradigmas no esporte.

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