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Em campanha história no boxe, Brasil fecha com quatro ouros femininos no Pan

Brasileiros fecharam disputa com 12 pódios e nove vagas em Paris 2024 Chegou ao fim a campanha histórica do Brasil […]

Boxeadora Bia Ferreira com medalha de ouro no Pan-Americano Santiago 2023

Wander Roberto/COB

Brasileiros fecharam disputa com 12 pódios e nove vagas em Paris 2024

Chegou ao fim a campanha histórica do Brasil no boxe dos Jogos Pan-Americanos de Santiago. Nesta sexta-feira (27), foram quatro medalhas de ouro, todas com mulheres: com Bia Ferreira (foto – 60kg), Carol Naka (50kg), Jucielen Romeu (57kg) e Bárbara dos Santos (66kg). Além disso, o país ainda conseguiu outras cinco pratas, com Michael Trindade (51kg), Abner Teixeira (+92kg), Tati Chagas (54kg), Keno Marley (92kg) e Wanderley Pereira (80kg).

Bárbara dos Santos garantiu o ouro e ainda deu uma sambadinha no ringue – Wander Roberto/COB

As finais do boxe

O Brasil teve duas derrotas antes mesmo de entrar no ringue. Michael Trindade (51kg) e Abner Teixeira (+92kg) não estavam 100% e foram poupados pela comissão técnica, perdendo suas finais por W.O. e garantindo a prata. Os ouros ficaram, respectivamente, para o dominicano Yunior Reyes e o estadunidense Joshua Edwards.

Na 1ª final do dia, Tati Chagas enfrentou a colombiana Yeni Arias e venceu os dois primeiros rounds no detalhe, mas foi levada para as cordas no último assalto. Assim, a adversária virou, venceu por 3-2 e a baiana ficou com a prata nos 54kg. Depois, foi a vez de Bia Ferreira reeditar a final do mundial contra a colombiana Angie Valdéz. A luta começou equilibrada, mas Beatriz cresceu bem nos rounds seguintes e garantiu a vitória unânime para o bicampeonato.

Fechando a sessão matinal, Keno Marley entrou no ringue para a final dos 92kg, contra o cubano Julio Cesar La Cruz, um dos principais nomes do boxe mundial. O cubano começou com vitória no 1º round, ao que o brasileiro respondeu no 2º, igualando a disputa. No fim, mesmo com muita pressão do baiano, a vitória ficou La Cruz, por 4-1.

Na 1ª luta da noite, veio o 1º ouro de Pernambuco neste Pan-Americano, com Carol “Naka” Almeida. Nos 50kg, a pugilista não tomou conhecimento da estadunidense Jennifer Lozano, mostrou intensidade e venceu todos os rounds, confirmando a vitória unânime em sua estreia na disputa continental.

Carol Naka garantiu o 1º ouro de Pernambuco no Pan de Santiago – Wander Roberto/COB

O 3º ouro do dia também foi feminino. A paulista Jucielen Romeu controlou a final dos 57kg, não deu brechas para a colombiana Valeria Arboleda crescer na luta e ainda colocou a adversária para balançar no ringue. No fim, mais uma vitória unânime para mais uma brasileira a estrear em Pans com medalha de ouro.

Jucielen não segurou as lágrimas depois do ouro pan-americano – Wander Roberto/COB

A baiana Bárbara dos Santos enfrentou a estadunifense Morelle McCane na final dos 66kg. No 1º round, vitória brasileira por 3-2, respondida com um 3-2 para a norte-americana no 2º round. Assim, a decisão ficou para o último e a brasileira deslanchou, com o árbitro abrindo contagem para McCane duas vezes e a luta terminando em vitória unânime para o Brasil.

Na última luta do dia, foi a vez Wanderley Pereira entrar no ringue para lutar com o cubano Arlen López, bicampeão olímpico e mundial, nos 80kg. O brasileiro não entrou bem na luta, teve dificuldade para impor o ritmo e viu o cubano vencer o 1º round. No retorno, o baiano fez uma luta mais intensa, mas perdeu novamente no 2º set e até conseguiu vencer o último, mas ficou com a prata em decisão unânime.

Boxeador Wanderley Pereira em luta do Pan-Americano Santiago 2023
Wanderley Pereira ficou com a prata nos 80kg – Miriam Jeske/COB

O boxe nos Jogos Pan-Americanos

O boxe brasileiro entrou no Pan-Americano com 13 pugilistas e 12 deles subiram ao pódio, o dobro dos das seis medalhas que o país conseguiu em Lima 2019. Além das medalhas definidas nas finais desta sexta, o Brasil também ganhou três bronzes, com Viviane Pereira (75kg), Luiz “Bolinha” Oliveira (57kg) e Yuri Falcão (63kg). Além disso, o país também selou nove vagas olímpicas, uma para cada finalista.

Na história do boxe pan-americano, o Brasil tinha apenas oito ouros, mas esse número aumentou bastante neste ano. Entre as mulheres, por exemplo, o único ouro brasileiro era de Bia Ferreira, que foi bicampeã em Santiago e agora está acompanhada por Carol, Jucielen e Bárbara na célebre lista.

Pugilista Viviane Pereira em luta do boxe no Pan-Americano 2023
Viviane Pereira garantiu um dos três bronzes brasileiros no boxe – Miriam Jeske/COB

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