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História de Ayrton Senna: conheça a trajetória do tricampeão brasileiro de Fórmula 1

Ayrton Senna vestindo macacão de corrida vermelho, com a mão no queixo, observando a pista e, na sua frente, seu capacete amarelo.

Saiba mais sobre um dos maiores pilotos da história do automobilismo 

A história de Ayrton Senna emociona os brasileiros, independentemente de serem ou não fãs de automobilismo. Afinal, o piloto morto em 1994 é, para muitos, o maior piloto de Fórmula 1 da história. Inclusive, essa é uma opinião compartilhada por especialistas do mundo inteiro. Além disso, entre os brasileiros, Senna também costuma ser lembrado como um dos maiores ídolos da história do esporte nacional.

A relação de Senna com o automobilismo começou cedo e, infelizmente, terminou de maneira precoce também. Continue lendo este artigo do Jogo Hoje e saiba tudo sobre a história de Ayrton Senna.

O começo

Ayrton Senna da Silva nasceu no dia 21 de março de 1960 em São Paulo. Já desde muito cedo,  começou a mostrar talento para o automobilismo, tanto que ganhou seu primeiro kart aos 4 anos de idade.

Com 13 anos, Senna já competia em campeonatos oficiais de kart. Inclusive, foi tricampeão brasileiro em 1978, 1979 e 1980. Depois disso, o piloto passou a disputar campeonatos importantes na Europa em outras categorias, como a Fórmula 3 Inglesa.

E foi justamente a conquista do título da Fórmula 3 Inglesa da temporada de 1983 que garantiu a Senna a chance de ir para a Fórmula 1. Em seu 1º teste, ele impressionou pela velocidade mostrada nas pistas.

A bordo de uma Williams, ainda em 1983, Senna bateu o recorde da pista de Donington Park. Depois, com uma McLaren, foi mais rápido do que outros 2 pilotos que também participaram dos testes em Silverstone, Martin Brundle e Stefan Bellof.

Por fim, quando testou um carro da Toleman, também em Silverstone, Senna conseguiu ser mais rápido do que um dos pilotos titulares da equipe na época, o inglês Derek Warwick. Assim, extremamente veloz, Senna pedia passagem na Fórmula 1 e foi ouvido.

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História de Ayrton Senna: de piloto sensação a ídolo nacional

Os resultados impressionantes de Ayrton Senna nos testes de 1983 fizeram com que o piloto brasileiro ganhasse uma vaga na temporada do ano seguinte. E ele não decepcionou.

Logo na 2ª corrida do Mundial de 1984, Senna marcou seus primeiros pontos na Fórmula 1 com um 6º lugar no GP da África do Sul. Além disso, no GP de Mônaco daquela temporada, ele chegou em 2º lugar após ultrapassar Niki Lauda sob chuva e ameaçar Alain Prost. A prova foi paralisada no momento em que Senna chegava no francês.

Ainda em 1984, Senna subiu ao pódio em mais 2 corridas. Além disso, a imprensa internacional apontou Ayrton Senna como o piloto revelação daquela temporada. Assim, não por acaso, no ano seguinte iria para a Lotus, por onde ficou durante 3 anos.

Ayrton Senna Lotus Renault 97T F1. 1985 European GP Brands… | Flickr

História de Ayrton Senna na Lotus

A equipe não era capaz de brigar por título, mas deixou Ayrton Senna com chance de lutar por vitórias. E a 1ª da carreira do piloto brasileiro aconteceu logo na 2ª corrida pela Lotus e a 2ª prova do ano, o GP de Portugal de 1985. Naquela temporada, Senna ainda venceu no GP da Bélgica. No fim das contas, terminou o Mundial na 4ª colocação geral.

Em 1986, ele ganhou 2 provas, subiu ao pódio 8 vezes e terminou o ano novamente em 4º lugar. Depois, em 1987, o brasileiro ganhou 2 corridas e subiu ao pódio 8 vezes, mas desta vez terminou o Mundial em 3º lugar.

O desempenho de Senna nas pistas despertava curiosidade em fãs do esporte no mundo inteiro. No Brasil, o sentimento ia além: o piloto começava a ser visto como um ídolo nacional.

Muito dessa identificação com Senna vinha de um ritual que até hoje é visto com saudade: sempre que ganhava uma corrida, ele parava o carro, pegava uma bandeira do Brasil com algum torcedor e desfilava pelo circuito mostrando as cores do país.

A 1ª vez que ele fez isso foi em 1986, no GP dos Estados Unidos. Um dia antes, o Brasil havia sido eliminado da Copa do Mundo pela França. Ao ganhar a corrida no domingo, Senna quis mostrar que tinha orgulho de ser brasileiro. Esse sentimento nacionalista aproximou Senna do torcedor brasileiro. Com isso, antes mesmo de se tornar campeão, ele já era ídolo.

Estadão

Três títulos em 4 anos: o momento mágico de Senna na McLaren

A carreira de Senna chegou a outro patamar em 1988, quando estreou pela McLaren. Com motor Honda, o carro tinha um desempenho impressionante. E para guiar essas máquinas, a equipe, que já contava com Alain Prost, contratou o piloto sensação do Brasil.

Para se ter uma ideia do que foi a temporada de 1988, a McLaren ganhou 15 das 16 corridas no ano, sendo 8 vezes com Senna e 7 vezes com Prost. Já Berger, da Ferrari, venceu a outra corrida do ano. Por fim, Senna acabou vencendo a concorrência interna e sendo campeão pela 1ª vez.

A disputa com Prost em 1988 foi relativamente tranquila. Em 1989, entretanto, os 2 passaram a se estranhar nas pistas e fora delas. E tudo começou quando o brasileiro desrespeitou um acordo feito entre eles para um não ultrapassar o outro antes da 1ª curva após a largada.

Prost ficou irritado e a relação entre eles azedou. Companheiros de time, os 2 mantinham uma não relação que, por vezes, se confundia com inimizade. Naquele ano, Senna ganhou 6 provas, enquanto Prost venceu “apenas” 4. Só que como foi mais regular, o francês ficou com o título.

E a decisão do campeonato aconteceu com uma confusão que entrou para a história. Foi o seguinte: Senna precisava vencer o GP do Japão, penúltima etapa da temporada, para continuar com chance de título. A 10 voltas do fim da prova, Senna tentou passar Prost, que liderava a corrida.

Prost jogou o carro contra Senna, tirando os 2 da prova. Era suficiente para garantir o título do francês. Só que Senna recebeu a ajuda de fiscais, que empurraram seu carro. Assim, ele voltou para a pista e ganhou a corrida. Entretanto, o brasileiro acabou sendo desclassificado por ter “cortado” a chicane. E o título ficou com Prost.

Eterno ídolo: McLaren inaugura escultura em homenagem a Ayrton Senna – Rádio Mix FM

Senna x Prost: a história se repetindo

Na temporada de 1990, agora com Prost na Ferrari, a história se repetiu. Mas a situação dos protagonistas era inversa. Dessa vez, os 2 chegaram ao GP do Japão com o francês precisando ganhar para continuar pensando no título.

Foi a vez de Senna jogar o carro contra o francês e tirar ambos da corrida. Na ocasião, nenhum dos 2 conseguiu voltar. E Senna conquistou o bicampeonato com 6 vitórias na temporada, contra 5 de Prost.

Em 1991, o grande adversário de Senna foi Nigel Mansell, com uma Williams muito forte. Entretanto, dessa vez, não teve briga fora das pistas, nem toque de propósito para garantir o título.

O brasileiro foi tricampeão com a decisão do título acontecendo outra vez no Japão, mas a partir de um erro de Mansell, que escapou da pista. Senna liderava até a última curva, quando deixou seu companheiro de equipe, o austríaco Gerhard Berger passar.

A temporada de 1991 ficou marcada pela 1ª vitória de Senna no Brasil. O piloto conseguiu manter o carro na pista mesmo tendo guiado as últimas voltas com apenas a 6ª marcha.

Sem rendimento na McLaren, Senna realizou sonho de guiar a Williams

Em 1992, a MCLaren de Senna já não tinha mais o mesmo rendimento. Nem de longe lembrava o carro dos últimos 4 anos. A Williams, por outro lado, entregou para seus pilotos, Mansell e Patrese, um carro extremamente dominante.

Senna ainda venceu 3 vezes. Mas era impossível competir com a Williams. Assim, Mansell acabou ganhando seu único título mundial, superando o companheiro de equipe Patrese. Já o Brasileiro terminou em 4º.

Ayrton Senna - Williams | Ayrton senna, Formula 1, Racing

A temporada seguinte

Na temporada seguinte, Prost e Hill eram os pilotos da Williams. E o carro parecia ainda mais superior aos demais. O francês se despediu da categoria conquistando o tetracampeonato mundial com 8 vitórias.

Mesmo com um carro bem inferior, Senna terminou o ano em 2º, com 5 vitórias, 2 a mais que Hill. Na mais simbólica vitória no ano, ele ganhou no Brasil pela 2ª e última vez. Uma multidão invadiu a pista e o piloto brasileiro não conseguiu passar com seu carro para os boxes.

Sem Prost, a Williams acertou com Senna para a temporada de 1994. Inclusive, era um desejo antigo do brasileiro, que queria voltar a ganhar títulos. Porém, as coisas não saíram como o brasileiro esperava.

Para aquela temporada, houve uma mudança no regulamento. E as equipes principais tiveram que abrir mão de parte da tecnologia. Dessa maneira, a Williams foi obrigada a abdicar do controle de tração e da suspensão ativa. Na prática, a Williams deixou de ser um carro bem superior. Pior: mesmo sendo veloz, começou a apresentar dificuldade para guiar.

1º de maio de 1994: a morte de Senna parou o país e comoveu o mundo

Senna sentiu as mudanças no carro. Dessa forma, na temporada de estreia na Williams, não completou as 2 primeiras provas. Na 3ª corrida, em San Marino, na Itália, disputada no dia 1º de maio de 1994, o brasileiro liderava a corrida na 7ª volta, escapou da pista e bateu no muro na curva Tamburello.

O piloto brasileiro foi levado de helicóptero para o Hospital Maggiore de Bolonha. Apesar da preocupação, a corrida foi reiniciada. Entretanto, poucas horas depois, Senna foi declarado morto.

O acidente que matou Ayrton Senna em 1994 | Portal Memória Brasileira

Dentro do macacão de Ayrton Senna foi encontrada uma bandeira austríaca. Ou seja, o brasileiro, certamente, pensava em ganhar a prova e fazer uma homenagem ao piloto austríaco Roland Ratzenberger, que morreu 1 dia antes, durante o treino oficial. 

A repercussão da morte de Senna foi imensa. afinal, ele era o melhor piloto do momento, um dos maiores da história, que morreu pilotando. Seu corpo foi trazido para o Brasil. Ele foi enterrado no dia 5 de maio.

Durante todo o ritual de sepultamento, Senna foi tratado com honras de herói. Uma multidão acompanhou o trajeto do caixão pelas ruas de São Paulo. Foi uma das maiores comoções já vistas na história do país.

Senna já foi eleito o maior piloto de Fórmula 1 da história

Ayrton Senna é o maior piloto de Fórmula 1 da história. Foi o que apontou a revista britânica Autosport, considerada uma referência mundial no automobilismo. Em dezembro de 2009, a revista britânica perguntou a todos os pilotos e ex-pilotos vivos quem era, na opinião deles, o maior da história.

Esse levantamento feito pela Autosport é considerado o maior e mais preciso já feito para tentar definir quem são os maiores pilotos de Fórmula 1 da história e que posições eles ocupam.

Ao todo, 217 pilotos e ex-pilotos participaram da votação e Senna foi o piloto mais citado. Já o alemão Michael Schumacher ficou em 2º lugar e o argentino Juan Manuel Fangio ficou em 3º.

Principal rival de Senna nas pistas, o francês Alain Prost ficou em 4º lugar, enquanto que o escocês Jim Clark ficou em 5º lugar. Completam o top 10 Jackie Stewart (6º), Niki Lauda (7º), Stirling Moss (8º), Fernando Alonso (9º) e Gilles Villeneuve (10º).

Além de Ayrton Senna, outros 2 brasileiros foram citados na votação e ficaram próximos do top 10. O bicampeão Emerson Fittipaldi ficou no 12º lugar, atrás do britânico Nigel Mansell, enquanto que o tricampeão Nelson Piquet foi considerado o 13º maior piloto da história.

O britânico Lewis Hamilton ficou em 17º. Mas é importante pontuar que na época do levantamento Hamilton estava no começo de carreira e tinha apenas 1 título mundial. Hoje em dia ele tem 7 campeonatos. Do mesmo jeito, o atual bicampeão, Max Verstappen, não tinha estreado nas pistas ainda.

Ayrton Senna, o ícone brasileiro mundialmente conhecido – Ibraco webpage

Instituto Ayrton Senna: ONG nasceu do sonho do piloto de ajudar crianças pobres

Não foi só dentro das pistas que Ayrton Senna deixou um legado importante, mas também longe dos circuitos, já que o seu nome está ligado a um projeto educacional que tem como objetivo oferecer oportunidades a crianças e jovens do país.

Em março de 1994, algumas semanas antes do acidente fatal, Ayrton Senna disse para sua irmã, Viviane Senna, que gostaria de “fazer algo” pelas crianças e adolescentes pobres. A ideia era uma ação sistemática na área da educação.

O nascimento do Instituto Ayrton Senna

Senna não pôde colocar em prática o seu plano. Porém, sua irmã levou o projeto adiante. No dia 20 de novembro de 1994, poucos mais de 6 meses após a morte do piloto, nasceu o Instituto Ayrton Senna, uma organização sem fins lucrativos que trabalha para reduzir as desigualdades sociais. Para isso, ele promove educação integral dos alunos e capacita educadores e gestores escolares.

Logo

As ações do Instituto Ayrton Senna buscam garantir o desenvolvimento escolar dos alunos e, para isso, contam com a ajuda de universidades e outras ONGs. A estimativa do instituto é que cerca de 2 milhões de alunos já tenham sido atendidos.

Uma análise do  Instituto de Estudos do Trabalho e da Sociedade (IETS) junto às Secretarias de Educação dos municípios feita durante 6 anos mostrou que os locais atendidos pelo instituto Ayrton Senna apresentaram um aumento de até 11 vezes na taxa de aprovação escolar.

Por esses resultados alcançados, o Instituto Ayrton Senna já recebeu diversos prêmios e demonstrações de reconhecimento internacional. Em 2004, a Unesco concedeu chancela para a criação da Cátedra Unesco de Educação e Desenvolvimento Humano.

Hoje, o instituto tem 28 anos, quase a mesma idade que Ayrton Senna tinha quando morreu, aos 34. E durante essas 3 décadas, o instituto tentou colocar em prática uma famosa frase do piloto, repetida algumas vezes por ele: “Se a gente quiser modificar alguma coisa, é pelas crianças que devemos começar, por meio da educação.”

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