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Conquistas femininas no esporte: veja 5 vitórias que entraram para a história

Seleção brasileira feminina comemorando gol em partida.
VALENCIENNES, FRANCE - JUNE 18: Marta Vieira da Silva of Brazil celebrating their team's first goal during the 2019 FIFA Women's World Cup France group C match between Italy and Brazil at Stade du Hainaut on June 18, 2019 in Valenciennes, France. (Photo by Quality Sport Images/Getty Images)

Relembre grandes momentos das mulheres nas modalidades esportivas

As conquistas femininas no esporte começaram pelo direito de poder disputá-los. Afinal, hoje em dia a mulher está presente em praticamente todos os esportes, mas nem sempre foi assim. Durante muitos anos, a prática esportiva era um direito quase exclusivo dos homens. Para que esse cenário mudasse, muitas mulheres precisaram quebrar barreiras e vencer o preconceito. 

Os argumentos usados ao longo do tempo para justificar a ausência da mulher no esporte são inúmeros. Todos eles se mostraram sem sentido em algum momento, mesmo que isso tenha demorado a acontecer.

Alguns desses argumentos beiram o absurdo, como a ideia de que as mulheres seriam menos inteligentes do que os homens. Havia também o conceito de que o corpo feminino era mais frágil e, portanto, não suportaria a prática de esportes.

Agora, elas brilham nos esportes. São campeãs, recordistas, rainhas das quadras, campos, pistas e piscinas. Continue lendo este artigo do Jogo Hoje e saiba mais sobre as conquistas femininas no esporte.

O começo das conquistas femininas no esporte: Hélène de Pourtalès, a 1ª mulher a participar de uma Olimpíada

Para se ter ideia, na 1ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em 1896 (Atenas), as mulheres foram banidas. Dessa forma, a Olimpíada teve a participação de 241 atletas, sendo todos homens.

Helene Pourtales (April 28, 1868 — November 2, 1945), Swiss Sailor | World Biographical Encyclopedia

Já em 1900 (Paris), as mulheres eram apenas 22, em um universo de aproximadamente 1.000 atletas. Uma delas, em especial, entrou para a história: Hélène de Pourtalès foi a 1ª mulher a participar de uma prova na história dos Jogos Olímpicos e a 1ª a ganhar uma medalha.

Hélène disputou uma prova de vela junto com o marido e um sobrinho. Os 3 competiram na classe mista 1-2 Ton e ganharam a medalha de ouro. Embora tenha nascido nos Estados Unidos, a atleta representou a Suíça porque tinha nacionalidade daquele país. 

Participação das mulheres nos Jogos Olímpicos cresce ao longo da história, mais uma das conquistas femininas no esporte

O feito de Hélène de Pourtalès é histórico. E as outras 21 mulheres que participaram dos Jogos de 1900 deixaram uma grande contribuição para o aumento da participação das mulheres nas Olimpíadas. Mas esse foi um processo bem demorado.

A 1ª  vez que o número de mulheres em Jogos Olímpicos representou pelo menos 10% do total de atletas participantes foi em Helsinque (1952). Aquela edição teve 4.955 atletas, sendo 519 mulheres.

Em toda a história, nunca houve uma edição dos Jogos Olímpicos em que as mulheres fossem maioria entre os atletas participantes. A maior representatividade feminina ocorreu nos Jogos de Tóquio (2020), onde dos 11 420 atletas, 48,8% eram mulheres.

Sem preconceito: futebol feminino quebra barreiras e ganha importância

Se tem um esporte que desafiou as mulheres a quebrarem o preconceito foi o futebol. Inclusive, o processo é lento e dura anos, mas é possível dizer que as mulheres conquistaram seu espaço nos gramados, embora ainda seja preciso avançar.

A Copa do Mundo Fifa de futebol masculino, que é o 2º maior evento esportivo do mundo, existe desde 1930. Por outro lado, a Copa do Mundo de futebol feminino foi criada apenas em 1991.

O atraso é inegável. Porém, o fato de a Fifa ter, mesmo que tarde, organizado uma competição oficial mundial para as mulheres foi motivo de celebração em 1991. A ideia surgiu 5 anos antes, durante a Copa Fifa de 1986, no México.

O hiato nos Jogos Olímpicos é ainda maior. O futebol masculino foi inserido nas Olimpíadas desde 1900, sendo o 2º esporte coletivo a fazer parte dos Jogos. Enquanto isso, a 1ª participação do futebol feminino ocorreu só em 1996.

Os 25 anos da primeira seleção brasileira feminina Olímpica de futebol

Mesmo assim, o sentimento é de valorização da conquista. Afinal, até a década de 1980, era difícil imaginar a participação feminina em eventos como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

No Brasil, o futebol feminino foi proibido por um decreto em 1941 assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. Apenas em 1983 veio a regulamentação. Enfim, as mulheres foram autorizadas a competir no Brasil. Cinco anos depois, em 1988, foi formada a 1ª Seleção Brasileira feminina de futebol.

1ª árbitra de futebol do mundo é brasileira

Não é apenas na posição de atleta que as conquistas femininas no esporte se manifestam, mas também na de árbitras. Imagine uma época em que o futebol feminino era proibido no Brasil. No mundo, a imagem geral era de que o esporte era “apropriado” apenas para os homens. Assim, o árbitro de futebol, claro, tinha que ser homem.

Foi nesse contexto que a mineira Léa Campos entrou para a história do esporte ao tornar-se a 1ª árbitra de futebol do mundo.

Vamos ajudar Léa Campos - SAFESP

Léa precisou bater de frente com João Havelange, que era presidente da Confederação Brasileira de Desportos e depois se tornou presidente da Fifa, afinal, Havelange era contra a presença de mulheres no futebol.

Mesmo a contragosto, Léa conseguiu se tornar árbitra de futebol em 1967, graças a uma brecha no decreto que proibia o futebol feminino no Brasil: a proibição era para a prática do esporte, mas não falava sobre árbitros de futebol.

Em 1971, ela foi convidada pela Fifa para apitar um torneio internacional amistoso de futebol feminino no México. Três anos depois, ela sofreu um acidente de ônibus e precisou se aposentar precocemente.

Pelé das mulheres, Marta ajudou a popularizar o futebol feminino

No início dos anos 2.000, o futebol feminino começava a ser valorizado no mundo, com a inclusão nos Jogos Olímpicos e a criação de uma Copa do Mundo. No Brasil, uma jogadora que começava a ganhar fama se transformaria na maior jogadora da história.

An inspiration': How Marta's engagement gave Brazilian LGBT community strength in fight against homophobia

A alagoana Marta foi escolhida 6 vezes a melhor atleta do ano, sendo 5 vezes seguidas. É a maior artilheira da história das Copas do Mundo femininas, com 17 gols marcados. A jogadora é a única até hoje a marcar gols em 5 edições diferentes da Copa.

Marta não tem uma Copa do Mundo, nem uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos. Mas sua importância vai muito além disso. Marta é uma referência para o futebol feminino no planeta e serve de espelho para as jovens que pensam em seguir carreira no esporte.

Toda modalidade esportiva precisa ter um ídolo para estimular o seu crescimento. Foi assim com Pelé, Garrincha, Maradona, Romário, Ronaldo Fenômeno e muitos outros no futebol masculino. No futebol feminino, foi assim com Marta.

Se na metade do século 20, o futebol feminino era uma atração em espetáculos de circo, hoje em dia o esporte é, cada vez mais, levado a sério. Mais organizado e com mais atletas, começa a despertar mais interesse do público. E com maior audiência nas partidas televisionadas, começa a atrair mais interesse comercial.

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