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Brasil faz história com nove finais e três bronzes no boxe do Pan-Americano

País tem a chance de conseguir mais ouros amanhã que em toda a história no Pan O Brasil viveu mais […]

Pugilista Bia Ferreira em ringue de boxe no Pan-Americano Santiago 2023

Alexandre Loureiro/COB

País tem a chance de conseguir mais ouros amanhã que em toda a história no Pan

O Brasil viveu mais um grande dia nos ringues dos Jogos Pan-Americanos. Depois de fazer história confirmando 12 medalhas, os pugilistas do país foram além e garantiram nove finais, além de confirmar os outros três bronzes e sete vagas olímpicas.

As lutas das semifinais do boxe

As boas notícias para o boxe do Brasil começaram ainda antes da 1ª luta. O canadense Bryan Colwell, que seria adversário do baiano Keno Marley nos 92kg, não passou no teste médico, garantindo a vitória brasileira por W.O. Mas quando o ringue foi aberto, as notícias continuaram sendo boas.

Na 1ª luta com brasileiros, Tati Chagas enfrentou a chilena Denisse Bravo nos 54kg. A disputa começou equilibrada, mas a brasileira cresceu round a round e garantiu a vitória por 4-1. Esse também foi o placar de outra vitória baiana: Bia Ferreira, nos 60kg. Ela enfrentou a estadunidense Jajaira González e manteve o ritmo elevado por toda a luta, apesar da boa participação da adversária.

Ainda pela manhã, o Brasil teve as duas primeiras derrotas – ou seja, os dois primeiros bronzes. Nos 75kg, a também baiana Viviane Pereira enfrentou uma das favoritas, a panamenha Atheyna Bylon e não resistiu, perdendo por unanimidade. Nos 57kg, Luiz Bolinha enfrentou o estadunidense Jahmal Harvey. O paulista até conseguiu vencer o último round, mas não foi o suficiente para reverter a derrota por 5-0.

A sessão noturna começou com vitória de Carol Naka, que superou a colombiana Ingrit Valencia, favorita nos 50kg. A pernambucana venceu a adversária em todos os rounds e fechou em 4-1. Jucielen Romeu teve mais dificuldades contra a equatoriana Omailyn Alcalá, perdendo o 1º round e se recuperando para uma luta intensa nos dois rounds finais para vencer por 4-1 nos 57kg.

Pugilista Jucielen Romeu em ringue de boxe no Pan-Americano Santiago 2023
A paulista Jucielen Romeu está na final do boxe no Pan-Americano – Alexandre Loureiro/COB

A luta mais equilibrada do dia foi da baiana Bárbara dos Santos, que enfrentou a colombiana Camila Camilo nos 66kg, que venceu o 1º round por 3-2 e perdeu o 2º por 3-2. No último round, a brasileira cresceu e conseguiu vencer a luta por 3-2. Depois, o paraense Michael Trindade controlou o argentino Ramon Quiroga no 1º round, venceu o 2º no detalhe após muita disputa e perdeu o último no round mais intenso do dia. Ao fim, vitória brasileira nos 51kg por 4-1.

Yuri Falcão foi mais um a encarar uma dura luta nos 63kg. Ele enfrentou o canadense Wyatt Sanford e começou bem, mas viu o adversário crescer e vencer de virada por 5-0. A 1ª vitória unânime veio apenas na penúltima luta brasileira da noite, com o baiano Wanderley Pereira dominando todos os ringues e conseguindo a vitória incontestável sobre o haitiano Cedrick Belony nos 80kg.

Por fim, encerrando um dia cheio de conquistas no ringue, Abner Teixeira garantiu a final dos +92kg, ao vencer o colombiano Cristian Coldazzi. Em uma luta muito dura, o brasileiro viu o adversário ser intenso e propor luta, mas o paulista conseguiu ser superior e vencer os três rounds, fechando a luta em 4-1 e garantindo a 9ª final no boxe.

Pugilista Yuri Falcão em luta de boxe contra Contreras no Pan-Americano Santiago 2023
Capixaba Yuri Falcão vinha de vitória contra salvadorenho, mas perdeu na semifinal – Alexandre Loureiro/COB

O boxe nos Jogos Pan-Americanos

O boxe brasileiro entrou no Pan-Americano com 13 pugilistas e 12 deles conseguiram chegar à fase semifinal, garantindo medalha. Isso já é o dobro dos seis pódios brasileiros em Lima 2019 e seis vezes mais que os dois pódios de Toronto 2015. Em toda a história do Pan, o Brasil só ganhou oito ouros no boxe e terá a chance ir além do dobro desse número.

Além das medalhas e classificações, o dia também valeu vagas olímpicas para o boxe brasileiro. Jucielen Romeu e Bia Ferreira já tinham cravado vagas em Paris 2024 na quarta e, agora, foi a vez de Keno Marley, Tati Chagas, Carol Naka, Bárbara dos Santos, Michael Trindade, Wanderley Pereira e Abner Teixeira carimbarem o passaporte para os Jogos Olímpicos.

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