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Futebol

O Rei Pelé

Pelé - Santos
Foto: Divulgação/Site oficial do Santos

O Rei

“Quando Deus marca um ele não perde de vista”. Durante anos ouvia essa frase em composição de Luiz Gonzaga, Rei do Baião, patrimônio cultural brasileiro, atribuída a seu parceiro Zé Dantas, médico e poeta.

Hoje, realinho essas ideias com Edson Arantes do Nascimento. Negro, de origem humilde, elegante, discreto em suas posições, criticado e sempre reverenciado, cuja trajetória serviu, serve e servirá de inspiração para muitos negros ou cidadãos empáticos com boas histórias, em escala mundial. O Rei,  tocou com maestria sua habilidade, genialidade e teve a função de desmistificar a forma de jogar futebol, esporte inventado por ingleses e consagrado no 2⁰ País com população majoritariamente negra, o nosso gigante varonil Brasil.

Enquanto Negro, sentir-me-ei sempre bem representado por esse GIGANTE, que serviu como referência quando me sentia vulnerável, perante o desrespeito que marca a vida de quem segue encorajado e destinado a vencer alheio aos dissabores de ideias ou preconceitos de quaisquer natureza.

Minha auto-confiança, estima ou performance se fortalecia a cada boa imagem do Edson. A intimidade é proposital, já que os negros são irmãos na ancestralidade,  nas experiências evidentes ou ocultas, e devem enaltecer o melhor que cada um representa, sem fantasias ou perfeição.

Hoje, percebo que minhas nuances comportamentais, também, são secundárias ao que meus ancestrais longínquos, sentiram ou trouxeram, quando foram arrancados de seu convívio familiar na África, separados de suas esposas, filhos e familiares. Incertos do destino da viagem, mas conscientes da brutalidade que sofreriam ao ser enviados para o novo mundo, desde a captura, onde eram transportados acorrentados uns aos outros, o libambo, para o porto de exportação, de onde partiriam amontoados, empilhados, em espaços pequenos como prateleira de mercados no navio negreiro, até o destino final da viagem, mercado consumidor.

O leilão para o trabalho forçado era o destino aos que sobreviviam. Exceto aos que morriam nas viagem por doenças, resistência, tentativa de fuga ou suicídio.

Estou cada vez mais amparado por essas histórias de superação que negros ou excluídos nos apresentam cotidianamente, ainda que tentem ocultar ou desvalorizar os nossos valores não conseguiram, não conseguem e não conseguirão.

Nós somos resistentes, reluzentes, resilientes e agregadores. Ninguém é abandonado ou fica de fora, isso é maravilhoso.

Seleção Brasileira homenageia Pelé

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O Pelé, agora em  cuidados paliativos, por ausência de resposta ao tratamento quimioterápico, terá o suporte necessário para ficar bem e em paz, como todo paciente merece.

Cumpriu sua função como ser humano. Sem perfeição.

Envelhecer é uma dádiva e inspirar pessoas um desafio diário. Ele executou tudo isso.

A cada copa temos a esperança renovada, pelo favoritismo, ao ver nossa seleção em campo com o saudosismo dos craques de outrora, fruto dessa árvore plantada no País do futebol.

As frustrações são necessárias para confirmarmos que o futebol, inventado por brancos, popularizado pelo negro Edson Arantes do Nascimento, é bem praticado em todos os continentes. Que os gramados sirvam de trampolim para exaltar o melhor de cada um.

Anseio que o preconceito ou desrespeito frequentemente vistos seja encarado como desperdício de tempo ou das virtudes humanas.

Os desafios da sociedade  e dos negros continuam.

———————

Por José Armando de Oliveira  Filho. Pai, negro e entusiasta da vida.

@josearmandovascular – São Luís-MA

O Rei partiu e eternizou seu legado. Bendita vida que nos presenteia com referências. A partida é inevitável. O legado é valioso aos que aproveitam o sopro. Descanse em paz, indiscutível REI e NEGRO PELÉ.

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